Curitiba A montadora Renault do Brasil, instalada em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, vai ampliar, a partir de janeiro de 2004, sua produção anual de motores em 40 mil peças. Isso em função de um contrato de exportação assinado no fim do mês passado com duas unidades da empresa na França (Flins e Douai). Em 2005, a estimativa é de que a produção anual destinada para as duas unidades francesas suba para 60 mil peças. A exportação para a França será responsável por 15% da produção da fábrica, que deve ser de 165 mil motores em 2003 e 245 mil em 2004.
Os modelos de motores exportados serão apenas os 1.4 16V, que vão ser usados nas linhas Clio, Mégane e Scénic. A assessoria da Renault não soube informar se haverá novas contratações e investimentos para a ampliação da produção. O economista do Departamento Intersindincal de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro, acredita que será necessário ou a contratação de novos funcionários ou a ampliação da jornada de trabalho, uma vez que a fábrica não está com mão de obra ociosa no momento. ''Mesmo com os incetivos fiscais, o aumento de produção vai gerar o crescimento de alguns tributos e também um aumento na encomenda de fornecedores'', afirma.
Mesmo com o aumento, a fábrica de motores de São José ainda não vai produzir com toda a sua capacidade, que é de 400 mil peças por ano. Além de motores, são produzidos no complexo seis modelos de veículos e três linhas de usinagem de componentes do motor. A Renault do Brasil já exporta 1,5 mil motores por ano para a França, além de também vender cerca de 60% da sua produção para a Argentina, México, Eslovênia e Turquia (peças usinadas).

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