A saída de recursos não se deu apenas através de bancos multinacionais. Os investidores estrangeiros que decidiram se desfazer dos negócios que tinham no Brasil mandaram de volta a seus países US$ 1,7 bilhão no primeiro semestre deste ano, o dobro dos US$ 844 milhões que remeteram pela mesma razão entre janeiro e junho de 2002.
A maior saída de dinheiro foi acompanhada da queda brutal na entrada de investimentos externos no país. Em consequência desses dois movimentos, o Brasil teve o menor saldo líquido de investimento direto estrangeiro em um primeiro semestre desde 1995, quando o processo de privatização engatinhava.
A diferença entre os dólares que entraram e os que saíram foi positiva em US$ 3,5 bilhões, número 63,6% inferior aos US$ 9,6 bilhões registrados entre janeiro e junho do ano passado. O resultado só não é pior do que o dos primeiros seis meses de 1995, período no qual o investimento direto líquido somou US$ 1,1 bilhão. Comparados aos US$ 13,4 bilhões que entraram entre janeiro e junho de 2000, os US$ 3,5 bilhões de 2003 representam queda de 73,9%.

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