Remédios vão ficar mais caros a partir do dia 31
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segunda-feira, 12 de março de 2007
Agência Estado 
Brasília - Os medicamentos terão um aumento a partir do dia 31 de março, que vai variar entre 1% e 3,02%. Ontem, no ''Diário Oficial da União'', o governo publicou a fórmula de cálculo de reajuste, feita pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Os índices oficiais do aumento ainda não foram formalmente anunciados. Mas já se sabe que o maior índice será de 3,02%.
Terão direito a esse percentual medicamentos que têm um faturamento equivalente a 15,7% do mercado. O aumento intermediário será de 2,01%, concedido a medicamentos que representam 18,2% do mercado. O menor reajuste, de 1%, foi determinado para o grupo de medicamentos que representa a maior fatia de faturamento: 66,2%.
As regras da CMED valem para cerca de 20 mil itens do mercado farmacêutico. Fitoterápicos, remédios de homeopatia e considerados com alta concorrência no mercado não estão sujeitos aos limites estabelecidos pela CMED.
Os novos preços, que poderão ser cobrados a partir do dia 31, terão de ser mantidos até março de 2008. A forma de cálculo de reajuste dos medicamentos leva em conta uma série de fatores. Quanto maior a competitividade de determinado remédio no mercado - avaliada pelo nível de participação de genéricos nas vendas -maior o índice permitido. Os remédios que poderão aumentar 3,02%, por exemplo, apresentam mais de 20% de genéricos. Já o menor percentual de aumento - 1% - foi concedido para a faixa de remédios que têm menos de 15% do mercado em genéricos.
O aumento, no entanto, não é imediato. Para poder aplicar o aumento, fabricantes dos remédios terão de apresentar à CMED um relatório informando os reajustes que irão aplicar. A Câmara fixa o teto de aumento. Mas nada impede que as empresas queiram cobrar um preço inferior.


