Remédio e plano de saúde elevam IPC para 0,36%
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quarta-feira, 12 de maio de 2004
Agência Estado 
São Paulo - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP, apresentou variação de 0,36% na primeira prévia de maio, acima, portanto, do 0,29% do mesmo período de abril. O índice ficou dentro das previsões dos analistas, de 0,30% a 0,43%.
A maior alta ocorreu, mais uma vez, no item Saúde, com 2,85%, ante 2,29% no mês passado. O reajuste no preço dos remédios e planos de saúde foi o maior responsável pelo resultado. Mas a maior variação porcentual ocorreu no grupo Alimentação, que vinha registrando baixas desde o início de abril.
Para o coordenador da Pesquisa de Preços da Fipe, Paulo Picchetti, o atual cenário já não é tão favorável à queda dos juros. Segundo ele, se o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidir baixar a taxa básica de juros, a Selic, na reunião da semana que vem, o índice deverá ser de 0,25 ponto porcentual, idêntico ao da reunião anterior. Ou seja, a Selic deverá cair dos atuais 16% para 15,75%.
Embora considere o espaço mais apertado para reduções da Selic, Picchetti afirma que, internamente, existem razões para a queda. ''A inflação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ainda está abaixo do patamar que assegura o cumprimento da meta de 5,5% para o ano.''
Ele confirmou ontem sua expectativa de uma taxa de 0,35% para maio, uma vez que os remédios já repassaram o aumento autorizado pelo governo, de 5,70%. Essa previsão considera também a virada nos preços dos alimentos, de uma trajetória de queda para de alta. Essa reversão já começou na primeira quadrissemana de maio, mostrando alta de 0,19%, ante queda de 0,30% no IPC de fechado de abril.
Os destaques de alta na Alimentação foram batata (20,29%), mamão (29,21%), leite tipo B (6,46%), cenoura (17,36%), açúcar (3,69%), uva (7,61%), café em pó (1,75%) e melancia (12,43%).


