Esta semana, a Cisco, empresa global de Tecnologia da Informação, divulgou um relatório sobre a conectividade nas escolas. O relatório, chamado "Programa de Conectividade Escolar para o Século XXI", tem o objetivo de alertar os países da importância da tecnologia e da digitalização para transformar a educação e vencer seus desafios. De acordo com o estudo, os casos da Irlanda, Portugal, Nova Zelândia, Uruguai e Estados Unidos podem ser considerados como referência global no quesito "Conectividade nas Escolas", pois conseguiram conectar todos as suas escolas e transformar os processos educacionais em sala de aula em menos de cinco anos.
Países europeus, asiáticos e norte-americanos mais ricos têm virtualmente todas as escolas conectadas à Internet, porém, a qualidade da conectividade de rede varia. Na Europa, por exemplo, a banda larga e as redes locais não são ubíquas, e a maioria dos estudantes têm acesso a velocidades de banda larga abaixo de 30 Mbps.
No resto do mundo, a conectividade das escolas é ainda mais desigual, segundo o estudo. A conectividade de Internet em escolas públicas de Ensino Médio varia entre 6% e 100%, mas poucos países oferecem banda larga a todas as suas escolas públicas de ensino médio. A disponibilidade de redes LAN (locais) em escolas públicas de ensino médio em países em desenvolvimento ainda é limitada e não há informações sobre a extensão da cobertura nas escolas.
Além de conseguir conectar todas as suas escolas a uma banda de largura média de 1 Gbps por 1.000 estudantes, os progressos alcançados pela Irlanda, Portugal, Nova Zelândia, Uruguai e Estados Unidos são considerados modelo, de acordo com a Cisco, pelo modo como esses países tornaram isso possível.
No caso da Irlanda, 4.009 escolas e mais 900 mil estudantes passaram a contar com conexão, com um investimento de diferentes fundos inferior a 50 milhões de euros. Em Portugal, foram 6.864 escolas e 1,2 milhão de alunos impactados, atingindo 100% das escolas e posicionando o País como uma das nações europeias com maior e melhor conectividade, e velocidades de até 48 Mbps por escola.
Na Nova Zelândia, pouco menos de 3 mil escolas e 738 mil estudantes se conectaram através de fibra óptica em regiões de fácil acesso e de redes sem fio em instituições remotas. No Uruguai, o único país da América Latina que se destacou, 2.453 escolas foram conectadas através do Plano Ceibal, com um investimento de US$ 238 milhões. Já nos Estados Unidos, o total de escolas conectadas chegou a 98.328 e houve quase 50 milhões de estudantes impactados em um período menor de cinco anos.

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