Relatório indica alimentos com mais agrotóxicos
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Reportagem Local 
O governo do Paraná divulgou na última segunda-feira relatório sobre o índice de agrotóxicos encontrados em frutas, legumes e verduras comercializados no Estado, em 2013. De acordo com a análise de 54 amostras de alimentos, 13 apresentaram índices de resíduos de agrotóxicos em desacordo com os parâmetros da Vigilância Sanitária, o que representa 24% do total. As amostras foram coletadas na unidade da Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa) em Curitiba e em propriedades rurais, entre junho e outubro, por órgãos do governo estadual e da Vigilância Sanitária Municipal da capital.
O morango foi o alimento que mais apresentou amostras insatisfatórias, com 71,4% dos produtos irregulares. De sete amostras coletadas, cinco estavam fora dos padrões aceitáveis e poderiam trazer riscos à saúde do consumidor. Do total de amostras de morango em desacordo, só uma foi produzida no Paraná e a Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab) está notificando os produtores para a regularização da situação. As demais amostras vieram de Minas Gerais e São Paulo.
Além do morango, o pimentão, a uva e o pepino também tiveram amostras consideradas irregulares. Os dados fazem parte do relatório do Programa Estadual de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, que avaliou as condições de vegetais como alface, banana, maçã, morango, pepino, pimentão, tomate e uva.
Esta é a segunda vez que o Paraná realiza um levantamento sobre a situação dos vegetais vendidos no Estado. Em 2012, o programa revelou que a alface, o morango e a uva tiveram resultados insatisfatórios.
Desde o ano passado, o governo estadual trabalha para implantar um sistema de rastreabilidade dos vegetais à venda no comércio. Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, o sistema vai permitir que as autoridades sanitárias identifiquem os responsáveis pelos produtos com excesso de agrotóxicos, mesmo quando o vegetal já está na gôndola dos mercados. A previsão é que o sistema seja implantado em 2014, envolvendo principalmente os alimentos que apresentam os maiores índices de agrotóxicos.


