Londres - O relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado anteontem, que alerta sobre a vulnerabilidade do Brasil e o risco de um contágio financeiro entre mercados emergentes, aparentemente não teve um impacto negativo entre os analistas europeus. O diretor de pesquisas para mercados emergentes do banco Dresdnker Kleinworth Wasserstein, Neil Dougall, por exemplo, minimizou a importância do estudo.
''O FMI, através da recente ajuda ao Brasil, deu uma mostra concreta de apoio ao Brasil e vem manifestando a sua concordância e confiança no gerenciamento econômico do País'', disse Dougall. ''Os encontros de Malan e Fraga nos Estados Unidos e, aqui, na Europa também demonstraram que há um apoio das autoridades dos países ricos ao Brasil.'' Dougall salientou, no entanto, que existe mesmo um ponto de interrogação sobre o eventual impacto que a crise brasileira teria sobre os mercados emergentes, tema analisado amplamente pelo estudo do FMI.
''Diante das crises asiáticas e russa na década passada, é óbvio que se teme que reflexo teria um agravamento da situação no Brasil, que é um País importante, sobre os mercados financeiros internacionais'', afirmou Dougall. ''Mas já está bem claro que os investidores aprenderam com as lições do passado, e um contágio hoje tenderia a ser menor.''

mockup