Relatório da TLP é aprovado por 17 votos a 6
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quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Idiana Tomazelli<br>Agência Estado 
Brasília - A criação da nova taxa de juros que balizará os empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a partir de 2018 foi aprovada nesta quarta-feira, 23, pela comissão mista que analisa a MP (Medida Provisória) por 17 votos a 6. O próximo passo agora é levar o texto para a apreciação do plenário da Câmara dos Deputados. Havia expectativa de que fosse votada ainda na noite da quarta-feira.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), foi mais cauteloso ao avaliar o cenário para as próximas votações . "Tivemos votação marcante a favor da TLP. A matéria agora está à disposição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para que ele possa pautar quando entender", disse.
Segundo Jucá, o governo tem dialogado com Maia sobre as matérias de interesse do governo, e o presidente da Câmara tem se mostrado um "grande aliado". "Maia pautará a TLP no devido momento", afirmou. "Temos esta semana e a próxima (para votar), é um prazo tranquilo", destacou.
O relator Betinho Gomes lembrou que, a partir de agora, o governo tem uma margem de segurança maior para a aprovação da nova taxa de juros do BNDES. Ao contrário da comissão mista, em que a presidência e a condução dos trabalhos ficou com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), da oposição, os presidentes da Câmara e do Senado são aliados do governo. Isso, em sua avaliação, vai facilitar a tramitação.
Na terça, Lindbergh surpreendeu e alarmou a base aliada ao encerrar unilateralmente a sessão que deveria votar o parecer de Gomes. A justificativa do petista foi a questão de ordem do senador José Serra (PSDB-SP) que acusou o governo de não apresentar estimativas de impacto orçamentário e financeiro da criação da TLP - algo indevido, segundo a área econômica, uma vez que a medida retira subsídios e não cria despesas.
A intenção de Lindbergh era postergar a votação para semana que vem para cobrar os cálculos, mas foi demovido pelo presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que intermediou o acordo para que a apreciação do relatório ocorresse nesta quarta.


