Os preços de dez produtos hortifrutigranjeiros se mantiveram estáveis de meados de março até ontem. O relatório divulgado esta semana pela Central de Abastecimento (Ceasa) de Londrina, apresenta a variação dos 29 principais produtos comercializados na região.
Entre os produtos que mantiveram uma média estável estão a abobrinha, mandioca, beterraba, cebola, pepino, repolho, ovo, maçã, melão e mamão. Na lista dos que vêm sofrendo aumento, estão oito produtos, entre eles a alface, batata, beterraba, couve-flor, abacate, banana, limão e tangerina. Outros onze produtos tiveram baixa. Abóbora, batata doce, cenoura, chuchu, pimentão, vagem, abacaxi, laranja, mamão, melancia e uva.
No início desta semana, as variações nos preços dos hortigranjeiros comercializados na Ceasa de Londrina, foram pequenas. O produto que teve um maior reajuste foi o repolho, que sofreu uma alteração entre 25 e 40% no preço. A caixa que na segunda-feira foi comercializada a R$ 15, ontem, de acordo com a Ceasa, em alguns pontos chegou a ser vendida a R$ 18,80. A alta se deu devido à pouca oferta do produto. O clima seco prejudica a produção e altera o valor do produto.
Apesar da alta, alguns produtores ao longo do dia, acabaram comercializando o repolho com preços mais baixos. É o caso de Guilherme Henrique Chanan Júnior, que vendeu 100 dúzias pelo valor médio de R$ 14 a caixa. ''Tudo depende da qualidade do produto, da oferta e da procura no momento da venda'', afirmou o produtor. Júnior cultiva uma área de 2 alqueires com repolho, numa propriedade em Tamarana.
Para outro produtor de Tamarana, Iloídes Stein, a expectativa é grande para as próximas semanas. Num prazo de 15 dias, ele deve colher o repolho plantado numa área de quatro alqueires. ''Esperamos conseguir uma boa colheita e um preço bom no produto'', afirma Stein, afirmando que o excesso de sol ou mesmo de chuva, pode atrapalhar os planos.
O produtor alega que, além do clima, enfrenta ainda outros problemas com a lavoura. O solo na região de Tamarana, segundo ele, sofre com o ataque de um fungo (hérnia de raiz) nos últimos cinco anos, que vem prejudicando a produção das folhagens na região. Além do repolho, Stein ainda produz pequenas áreas de couve-flor (2 alqueires), tomate (2 alqueires) e pepino (1/2 alqueire), que também são prejudicadas pelo problema do solo, atingindo a produção e influenciando nos preços. ''Estamos buscando uma solução para o problema.''
Ainda ontem na Ceasa de Londrina, a caixa do tomate variou entre 15% e 20%. Comercializado a R$ 30 na segunda-feira, ontem foi vendida R$ 25. A vagem também baixou de R$ 30 para R$ 25. Alface, batata e pimentão, mantiveram o mesmo valor de comercialização. Para a alface R$ 24 a caixa com 18 volumes, R$ 70 a caixa de batata e R$ 13, a caixa do pimentão.

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