Relações voltam a ficar estremecidas
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
Reportagem Local 
Ainda que o Governo Federal tente minimizar as rusgas, a visita de Cristina Kirchner à presidente Dilma Rousseff acontece num momento em que as relações comerciais de ambos os países dão novos sinais de desgaste. Os negócios já haviam se agravado em maio, quando o governo brasileiro adotou medidas para frear a importação de automóveis do país vizinho.
A decisão foi entendida como uma retaliação às restrições da Argentina para a entrada de produtos brasileiros, principalmente agrícolas, como medida de salvaguarda tomada pelo Governo de Cristina.
No Paraná, as retaliações atrapalharam os negócios em diversos setores. Em junho, por exemplo, a FOLHA reportou que indústrias de doces e de auto peças da região de Londrina não estavam conseguindo honrar seus contratos com clientes argentinos.
No início desta semana, porém, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antônio Patriota, descartou que a crise comercial seria o único objetivo da visita da presidente argentina hoje. ''Questões comerciais têm seus canais habituais já consolidados no diálogo do ministro Pimentel (Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) com a ministra Débora Giorgi (ministra da Indústria argentina)'', afirmou Patriota à Agência Brasil. (Com Agências)


