O transportador Juan Carlos Babugia diz que o governo federal não atendeu nenhuma das reivindicações da categoria na greve do início do ano. "Pedimos a redução do óleo diesel, a criação de uma tabela mínima de frete, a anulação das multas aplicadas na greve e o refinanciamento dos caminhões. Nada disso foi atendido", afirma.
Após a greve de janeiro/fevereiro, o governo federal criou comissões para discutir as propostas. O preço do diesel ficou congelado por seis meses. A tabela mínima de frete não foi criada com a alegação de que seria inconstitucional, já que não se pode congelar preços. Foi criada uma planilha referencial de frete, mas ninguém é obrigado a cumpri-la.
O governo aprovou uma lei permitindo que os bancos refinanciassem as compras de caminhões feitas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os caminhoneiros autônomos e pequenos frotistas ganharam o direito de ficar 12 meses sem pagar as parcelas que seriam transferidas para o final do contrato. Como a lei não obriga os bancos a conceder os financiamentos, eles não saíram do papel.
Outra reivindicação da categoria, a isenção da cobrança de pedágio sobre eixos suspensos dos caminhões, quando vazios, também não foi atendida integralmente. O governo aprovou lei federal com esse objetivo, mas as agências reguladoras das concessões estaduais não estão obrigando as concessionárias a cumpri-la. (N.B.)

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