Reinhold Stephanes assume hoje a presidência do Banestado
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segunda-feira, 25 de janeiro de 1999
Carmem Murara Agência Estado 
O ex-ministro da Previdência Social, Reinhold Stephanes, assume hoje, às 14 horas, a presidência do Banestado, em uma solenidade simples na própria sala de reuniões da diretoria do banco. Em uma cerimônia rápida, que nada se assemelha à festa promovida em posses anteriores, Stephanes e os demais diretores receberão a incumbência de assumir o processo de privatização da instituição financeira. Paralelo à posse, a Secretaria da Fazenda espera para, no máximo amanhã, a liberação do dinheiro para o saneamento do Banestado.
O Banco Central se comprometeu em liberar os recursos, que totalizam R$ 4,5 milhões, na última sexta-feira, quando o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, esteve em Brasília. Ele entregou ao BC os documentos que comprovam o processo de fechamento das agências do Banestado nas Ilhas Cayman e Nova York. O dinheiro chega junto com a posse, pois os títulos públicos já estão emitidos, afirmou Gionédis.
Ele disse ainda que a aprovação dos nomes de toda a diretoria do Banestado, incluindo o do ex-ministro da Previdência, foi feita na sexta-feira, sem que houvesse qualquer restrição por parte da equipe do Banco Central. A diretoria é formada pelos seguintes nomes: José Evangelista de Souza (vice-presidente e diretor de Reestruturação e Privatização). Waldemar Dante Bogaro (Finanças e Relações com o Mercado e Diretoria de Câmbio e Operações Internacionais). Alaor Alvim Pereira (Diretoria de Controle). Carlos Roberto Sebastiany (Diretoria Administrativa, de Recursos Humanos, de Informática, de Patrimônio). Luiz Sérgio Amazonas Molinari (Operações, Produtos e Serviços, Crédito Rural e Operações Especiais) e Ricardo Khury (Crédito Imobiliário). Como chefe de gabinete, assume o cargo Nestor Bueno.
A meta da diretoria é transformar o Banestado em um banco enxuto, voltado para o controle de gastos. Nas próximas semanas, vai ser aberto um plano de demissões voluntárias para que se possa cortar pelo menos 2 mil de um total de 10 mil funcionários, em todo o Estado.
As agências deficitárias também serão fechadas. A idéia ainda é parar com os investimentos em operações de risco, que caracterizam um banco comercial, para voltar a instituição financeira para operações mais seguras. O Banestado tem que ser vendido à iniciativa privada até o dia 30 de junho.


