A Petrobrás confirmou ontem a demissão de Henri Philippe Reichstul da empresa. Reichstul permanece na presidência da estatal até o próximo dia 21. Ele assumiu a presidência da Petrobras no final de março de 1999 e alegou motivos pessoais para deixar a estatal.
Os sinais definitivos de que Reichstul estava com os dias cotados foram emitidos anteontem. A Corregedora-Geral da União, ministra Anadyr de Mendonça Rodrigues, acionou sua assessoria para divulgar para a imprensa que iria investigar as denúncias de supostas irregularidades na captação de recursos envolvendo a Companhia Petrolífera Marlim, criada para financiar o campo de Marlim, na bacia de Campos.
As denúncias foram feitas pelo deputado federal Pedro Pedrossian Filho (PFL-MS). As acusações foram divulgadas, com estardalhaço, nas revistas semanais. Anadyr fez questão de informar à imprensa que o próprio ministro de Minas e Energia, José Jorge Vasconcelos Lima, tinha sido informado das providências tomadas pela Corregedoria.
Desde a proposta de trocar o nome da empresa por Petrobrax, no final do ano passado, Reichstul já sofria desgastes no governo agravados com o afundamento da plataforma P-36.
O atual presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Francisco Gros, assumirá no dia 2 de janeiro o comando da Petrobras. Para seu lugar no banco, Gros defendeu ontem, junto ao ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, uma solução interna, com um dos atuais diretores assumindo a presidência.

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