Regulação no País é mais austera, afirma diretor do BC
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Agência Estado 
SÃO PAULO - O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Anthero de Moraes Meirelles, ressaltou que a regulação prudencial do sistema financeiro no Brasil é mais austera do que em outros países. "O BC submete regularmente as instituições financeiras a testes de estresse em bases mensais, para risco de crédito e de mercado, e em bases diárias para liquidez", disse. "Os resultados sinalizam que, mesmo em situações de forte deterioração econômico financeira, o sistema financeiro mantém níveis adequados de capital, de liquidez e de provisionamento", afirmou.
"O índice de Basileia se encontra hoje, em média, próximo a 17%, com baixa dependência de captações externas e dependência ainda menor que em 2008", disse, no encerramento do primeiro Congresso Internacional de Gestão de Riscos, realizado pela Febraban, em São Paulo.
Para o diretor, o BC tem a convicção de que a economia brasileira e o sistema financeiro estão bem preparados, mas também possuem uma grande certeza de que a estabilidade se constrói a cada dia. "O preço da estabilidade é a permanente vigilância. A estabilidade e a solidez de um sistema financeiro e bancário, se podem ser representados em números, são fundamentalmente fidúcia, confiança, e é por essa razão que a responsabilidade que recai sobre cada um de nós é enorme", destacou.
Anthero Meirelles disse que, num contexto mundial marcado por grande turbulência nos mercados internacionais, a gestão eficaz de risco pelas instituições financeiras é muito importante. "O risco é uma característica inerente ao processo de intermediação financeira. No entanto, a boa prática da gestão de risco é aquela na qual o risco é controlado, precificado e ativamente gerenciado".


