Registros em carteira sobem 0,04%
Das agências
De Brasília
O nível de emprego no mercado formal da economia foi, pelo sexto mês consecutivo no ano, positivo em setembro. Segundo dados do Ministério do Trabalho, divulgados ontem, o crescimento do emprego entre os trabalhadores com carteira assinada foi de 0,04% no mês, o que representou a criação líquida de 7.207 novos postos de trabalho em todo o território brasileiro. No ano, o saldo líquido do emprego no mercado formal é de 45.851 postos de trabalho, equivalente à variação positiva de 0,22%.
O Ministério do Trabalho reconheceu que o crescimento em setembro é modesto, mas destacou que ele é importante pela trajetória, embora lenta, de recuperação dos postos de trabalho perdidos ao longo dos últimos meses. Em setembro do ano passado, por exemplo, em plena crise da Rússia, foi em setembro que o nível de emprego deu início à queda, que se acentuaria significativamente nos meses de novembro e dezembro. Em setembro de 1998 foram perdidos 23.202 postos de trabalho, segundo dados do Ministério.
Em 12 meses, o pequeno crescimento verificado a partir de abril deste ano não foi suficiente para reverter a perda de postos de trabalho, da ordem de 574.412, equivalente a 2,74%. Em setembro último, o setor que mais gerou emprego foi a indústria de transformação, com resultado líquido de 31.635 postos de trabalho, sendo também importante o desempenho do comércio varejista, com a criação de 4.096 empregos.
De acordo com a análise feita pelo Ministério do Trabalho, dois setores apresentaram quedas elevadas em setembro: a construção civil e a agricultura. A construção civil perdeu, em setembro, 1.828 postos de trabalho (-0,15%), sendo de 165.869 os empregos desativados no setor nos últimos 12 meses. Os técnicos avaliaram que esse desempenho, que confirma uma trajetória decrescente, não pode ser atribuído a fatores de cunho sazonal. A construção civil vem sofrendo um choque setorial negativo desde setembro do ano passado, com a retração dos negócios no setor.
Na agricultura, o elevado declínio do emprego que, em termos absolutos alcançou 33.554 postos de trabalho perdidos em setembro, pode ser atribuído parcialmente a fatores sazonais. A safra de grãos já foi colhida em todo o Centro-sul, que agora se prepara para novo plantio. Mesmo assim, os técnicos ressaltaram que a queda do emprego verificada em setembro na agricultura foi a mais elevada entre todos os meses de setembro desde 1992, o que demonstra que a queda dos números não é apenas um efeito sazonal.





