Registro em carteira cresce 36,7% no campo
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quinta-feira, 01 de abril de 2004
Agência Estado 
Brasília - Além de recordes na balança comercial e do aumento de participação no Produto Interno Bruto (PIB), outra boa notícia que vem do campo é que o saldo de empregos ligados à atividade agrícola no primeiro bimestre é o maior desde 2000. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), no primeiro bimestre o saldo foi de 25.159 empregos, resultado da contratação de 170.097 trabalhadores e demissão de 144.938. Os números referem-se apenas aos empregos formais, de carteira assinada, e mostram crescimento de 36,7% em relação ao mesmo período de 2003.
''O saldo de empregos neste ano é muito superior ao do ano passado e de períodos anteriores'', comemorou o assessor técnico da CNA, Luciano Carvalho. Em igual período de 2003, o saldo foi de 18.400 empregos. O levantamento é feito com base em dados do Cadastro Geral do Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho, que passou a armazenar informações em maio de 1999.
Campanhas nacionais para estimular a regularização da situação dos trabalhadores rurais e maior contratação na região Nordeste para colheita da safra de cana-de-açúcar foram fatores que impulsionaram o resultado.
O saldo de empregos formais no campo somou cerca de 220 mil pessoas entre os meses de junho e outubro, período de plantio. ''As contratações do setor agrícolas são intensas num momento em que outros setores da economia demitem. A agricultura, nesse período, serve como amortecedor social'', explicou Carvalho. ''Em 2002 e 2003, o setor agropecuário foi responsável pela criação de 98,7 mil novos empregos.''
''O crescimento da produção, clima favorável e investimentos em tecnologia foram determinantes para esse resultado'', explicou. Ele alertou, no entanto, que a tendência de formalização no campo pode ser ameaçada pela elevação da carga fiscal, resultado da reforma tributária. No balanço por região em 2003, foram criados 16,5 mil empregos na região Sudeste e 14,2 mil na região Nordeste. As regiões Centro-Oeste e Sul criaram, em média, cada uma, 12 mil empregos.


