Na fila da Delegacia Regional do Trabalho não é difícil encontrar quem esteja buscando a carteira de trabalho, sobretudo jovens atrás do primeiro emprego formal. Cursando a faculdade de Farmácia, Igor Yukio, de 18 anos, apesar de nunca ter trabalhado, pensa em conseguir algo o quanto antes para ajudar na mensalidade da graduação. ''Escolhi estudar à noite justamente para poder trabalhar. Mesmo ainda não tendo nada em vista, quando conseguir algo, já estarei com a carteira nas mãos. Pretendo um emprego com registro, que dá mais segurança e garante meus direitos.''
Mais jovem ainda, porém, não menos esperançoso, Edson Ribeiro da Silva, de 14 anos, já vislumbra um emprego com carteira assinada. ''Comecei um curso de auxiliar administrativo para me qualificar. Um amigo de lá já conseguiu um emprego. Já vim garantir minha carteira também, caso eu tenha a mesma sorte'', conta ele, que costuma ajudar o pai com caminhão de mudanças. ''Agora quero um emprego fixo, com carteira assinada. Sei que vou conseguir logo'', diz confiante.
Quem já trabalhou informalmente sabe o quanto a situação é prejudicial. Fernanda Carvalho Bacinello de Campos, 29 anos, vai começar num emprego novo em março e se apressou em tirar a segunda via do documento. ''Já trabalhei sem registro e na rescisão acabei perdendo parte dos meus direitos'', apontou. A auxiliar Vanessa dos Santos Ferreira, de 26 anos, teve o documento furtado e também não perdeu tempo. ''Já trabalhei sem carteira assinada e só eu sei o quanto perdi. O registro é um direito e uma garantia de todo trabalhador.'' (M.T.)

mockup