Regimento de Cavalaria monta plano de ação
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terça-feira, 17 de abril de 2001
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
O 14º Regimento de Cavalaria Mecanizado de São Miguel do Oeste (SC), distante 70 quilômetros da divisa com o Paraná, já está traçando as ações para vigiar a fronteira para evitar a entrada ilegal de animais contaminados pelos focos de febre aftosa registrados na Argentina. O comando das Forças Armadas em Foz do Iguaçu, no entanto, ainda não recebeu qualquer ordem de Brasília.
A determinação federal foi repassada às 17 horas de ontem ao comandante do regimento, Luiz Felipe Carbonelli, que por sua vez repassou a informação aos principais órgãos envolvidos, como o Ministério da Agricultura e Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). Segundo Carbonelli, parte dos 500 homens atuará na linha de fronteira num raio de 80 quilômetros entre Itapiranga (sudoeste) e Dionísio Cerqueira, cidade que faz divisa o Paraná junto a Barracão (90 quilômetros a oeste de Beltrão) e fronteira com a Argentina, próxima a Barracón.
O comando do 14º Regimento solicita ainda a colaboração dos criadores da região, liberando o acesso dos militares às sedes e campos das propriedade rurais que fazem limite com o país vizinho. Ao contrário da tríplice fronteira próxima a Foz do Iguaçu - onde a demarcação é feita via fluvial pelos rios Iguaçu (Brasil/Argentina) e Paraná (Brasil/Paraguai) - a região oeste catarinense tem apenas córregos e vegetação separando os dois países.
A ação do Exército na região não vai alterar a fiscalização mantida pela nossa equipe, mas com certeza vai intimidar qualquer pessoa interessada em contrabandear carne ou animais vivos, disse ontem por telefone o responsável pela fiscalização do Ministério em Dionísio Cerqueira, Eder Leão Marques, reinterando que há 40 dias a cidade conta com pedilúvios e rodolúvios, equipamentos usados para desinfectar carros estrangeiros.
Assim como Barracão, as aduanas das pontes da Amizade (que liga Foz a Ciudad del Este no Paraguai) e Tancredo Neves (conexão com Puerto Iguazú na Argentina) mantêm tanques e tapetes com solução a base de iodo para desinfectar calçados de estrangeiros e também os pneus de carros estrangeiros.


