O tema citricultura não foi escolhido para abrir o primeiro dia de palestras por acaso. De acordo com Paulo Cezar, engenheiro agrônomo da Cooperativa Integrada, a região tem alto potencial de produção de citros, principalmente em fruta de mesa. Porém, segundo ele, o setor industrial já está de olho nesse mercado.
''A laranja é a melhor escolha para a região. Diversificar a produção com essa cultura traz mais retorno do que a soja e o milho'', afirma. Segundo ele, riscos como a geada que atingiram a safrinha esse ano, por exemplo, não ocorre com o setor citrícola. Porém, Cezar frisa que muitos produtores têm receio de produzir porque é uma cultura que pode demorar até seis anos para dar retorno.
Antonio Donizete Schiavinato, produtor de 5 hectares de laranja, revela que a fruta foi a cultura que mais cresceu no município. Porém, ele destaca que um dos gargalos que emperra o crescimento do setor é a falta de uma logística eficiente. ''Nossa região fica muito longe dos centros de distribuição. Se tivéssemos uma indústria de processamento, ajudaria no crescimento do setor produtivo'', observa. (R.M.)

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