Um dos argumentos contra o reconhecimento de trabalhador doméstico como profissão era de que o aumento de custos para o empregador geraria desemprego. Um ano depois da atividade ser igualada à de outras categorias, a demanda por empregados na área continua acima da oferta na região, segundo a assessora jurídica do Sindicato dos Empregados Domésticos de Londrina e Região, Maria Lucilda Santos. "Houve o mesmo discurso quando criaram o salário mínimo estadual, mas há muito mais gente procurando doméstica do que doméstica procurando emprego", afirma Maria Lucilda.
A fundadora e advogada do Sindicato dos Empregadores Domésticos de Londrina e Região (Sedel), Regiane Ermel, diz que há indicadores de que o aumento da formalização do emprego na atividade saltou 70% no País no último ano, mas que houve pouca mudança na cidade. "A maioria já mantinha a doméstica com registro em carteira", diz. Porém, ela lembra que poucos empregadores descontavam o INSS do salário do funcionário, o que pode encarecer a conta após a regulamentação.
Regiane também elogia a lei. "Foi um ganho para a doméstica e é uma coisa justa. É uma categoria que sempre teve uma demanda muito grande e que nunca foi valorizada", diz. Maria Lucilda completa que a criação de benefícios pode até facilitar o aparecimento de mão de obra. "Com a regulamentação, com seguro-desemprego, talvez as domésticas se assumam profissionalmente e se valorizem como categoria." (F.G.)

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