Região pode dobrar o número de exportadoras
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sexta-feira, 15 de agosto de 2003
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
A Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) prevê que o número de empresas exportadoras em Londrina e região aumente mais de 100% até o final do ano. Atualmente, 164 empresas mandam seu produtos para o exterior. A meta é fechar 2003 com pelo menos 350. Os primeiros passos para o aumento da participação das pequenas e médias empresas do norte do Paraná nas exportações foram dados com o 60º Encomex (Encontros de Comércio Exterior) e do 1º Seminário sobre Mercados Internacionais, promovidos no Centro de Exposições e Eventos de Londrina e encerrados ontem.
Segundo Maitê Hulmann, do Londrina Conventions and Visitors Bureau, uma das entidades promotoras dos eventos, enquanto o Encomex apresentou aos empresários meios para o início das exportações, o seminário mostrou os mercados a serem explorados. Ministraram palestra ontem para cerca de 200 empresários representantes de câmaras de comércio do Mercosul, Europa, China e Estados Unidos. ''Os presentes no seminário puderam coletar informações sobre tarifas alfandegárias e de exportação, preços e competitiviade de mercado, podendo assim avaliar quais países serão mais receptivos aos seus produtos'', explicou Maitê.
O Eurocentro (Câmara de Comércio da União Européia), por exemplo, recebeu mais de 80 empresários em seu estande, segundo o coordenador técnico, Marcelo Vitorino. ''Em contato conosco, os empresários terão não só a oportunidade de estabelecer pontes de comunicação com mercados importadores como firmar parcerias de longo prazo, criando negócios consistentes e duráveis'', disse.
Vitorino contou ainda que em quatro anos de atuação do Eurocentro no País, mais de 800 empresários brasileiros foram levados para a Europa em missões de negócios, e pelo menos 300 deles estabeleceram parcerias estáveis.
Já a Câmara de Comércio e Indústria Brasil China fechou sua participação no Encomex e no seminário com 17 novos associados. Segundo o diretor comercial, Emílio Fcachenco, o governo chinês tem interesse especial em negócios com o estado do Paraná. ''É um Estado com importância primordial para o País no que se refere ao agronegócio, e a China tem um mercado consumidor assombroso, principalmente no setor de alimentação''.


