Região Norte ganha impulso com grupo de logística
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quarta-feira, 30 de abril de 2008
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Localização estratégica e potencial para atração de investimentos. Estes são os principais pontos que estão sendo trabalhados para ''vender'' a Região Norte do Paraná como um todo, de Londrina a Maringá. O local é considerado um centro logístico, com boas estruturas rodoviária e ferroviária por onde é feita a ''ponte'' entre os portos do Paraná e de Santa Catarina com as Regiões Centro-Oeste e Norte do País, norte da Argentina e Paraguai no transporte de cereais e produtos industrializados. No entanto, o transporte aéreo ainda é visto com ressalvas devido à inexistência de um aeroporto de cargas e também é apontada a falta integração entre os modais ferroviário e rodoviário.
''O problema é a falta de divulgação do potencial de toda a região, divulgar apenas a Região Metropolitana de Londrina enfraquece e é preciso agregar mais valor à região como um todo'', afirma Fernando Martins, presidente da Associação Paranaense de Logística (Aspal), que foi fundada em Londrina no ano passado. Para isso, o grupo já se reuniu com empresários de Maringá para trabalhar e divulgar a idéia. A Aspal abriu diretorias naquela cidade, em Paranaguá e Ponta Grossa. Além disso, a entidade está trabalhando para a implantação de um aeroporto internacional que atenda toda a região. Os mais próximos estão em Guarulhos e Campinas (ambos em SP).
Outro ponto a ser trabalhado é a melhora da interligação rodoviária com a Região Sul do Estado. ''Queremos deixar Curitiba mais perto. Hoje cerca de 80% das indústrias mantêm negócios com São Paulo devido à facilidade do transporte'', argumenta Martins. A estrutura ferroviária está sendo melhorada, com a implantação de conteiners frigoríficos, que poderão transportar frangos, carnes e café solúvel. No entanto, falta ligação ferroviária entre o Paraná e Estados como Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Por isso, os grãos produzidos naqueles Estados é exportado somente via Porto de Santos.
Já o transporte aéreo precisa ser estruturado mas, para isso, é preciso ter volume de cargas para viabilizar o negócio. A solução seria a construção de um aeroporto regional, localizados entre Londrina e Maringá, que iria beneficiar toda a região. ''Esse aeroporto, inclusive, desviaria cargas de empresas daqui que chegam por Curitiba, São Paulo e Campinas. Fomentaria todas as cargas aéreas'', comenta Martins. Segundo ele, cargas que precisam ser entregues rapidamente são transportadas por rodovias; já grandes volumes usam ferrovias enquanto o transporte aéreo é utilizado para transporte de mercadorias de alto valor, menor volume e urgentes.
Para Jorge Vieceli, diretor industrial e supply chain da Milenia, o maior problema ainda está na malha rodoviária. Ainda se acontece um acidente não há estrutura para apoio'', comenta. Por isso, a empresa adotou a rastreabilidade, via satélite, dos caminhões, com a programação de pontos seguros para parada e abastecimento. Mas, além dos problemas das rodovias, ele cita outros complicadores como a greve dos fiscais da Receita Federal e do Ministério da Agricultura.
''A estrutura do Porto de Paranaguá nos atende bem, inclusive com vantagens com relação a Santos'', comenta Vieceli. No entanto, para manter baixo o custo da logística da empresa, ele comenta que é preciso um gerenciamento cuidadoso e eficiente. ''Sem este procedimento, o custo será afetado e haverá influência no custo dos produtos na ponto final. Rodamos cerca de 4 mil quilômetros e se isso não for bem administrado o produto sequer chega ao seu destino final na hora exata'', diz.


