Região exporta modelo emiliano de produção
Região exporta modelo
emiliano de produção
A região de Emilia-Romagna, segundo o jornal The Wall Street: as microempresas familiares não conheceram os benefícios de uma prolongada estabilidade do governo central. Encararam impostos altíssimos e juros exorbitantes sobre os empréstimos bancários. Enfrentaram redes do crime organizado. O governo não ajudou e ainda foram obrigadas a competir com empresas muito maiores no exterior.
Hoje essas empresas italianas da região Emilia-Romagna progridem por conta própria em muitos mercados globais, inclusive nas áreas de alta tecnologia. Um exemplo citado pelo Jornal: o setor de máquinas-ferramentas da Itália - concentrado na Emilia-Romagna - está em 2º lugar na Europa e em 4º no mundo.
Universidades dos Estados Unidos foram estudar o modelo emiliano de indústria e de crescimento econômico para transplantá-lo. Os especialistas já sabem que o sucesso do modelo é o estreito entrelaçamento dos vários empreendimentos e setores.
A região está dividida em distritos industriais, ou sistemas autônomos de produção global. Concorrentes e fornecedores operam juntos em pequenas áreas geográficas. Nosso modelo favorece um tempo mais curto para a produção, afirmou para o Jornal um professor de planejamento empresarial da Universidade de Bologna. Bologna e Módena (co-irmã de Londrina) ficam na região Emilia-Romagna.
* A Folha de Londrina sugere - e se coloca à disposição - para realização de um debate sobre a coexistência PDI/Paraná-Europa e suas consequências. (B.F.)





