Região explora floresta renovável
Cerca de 98% das empresas moveleiras de Arapongas utilizam matéria-prima para produção de móveis de florestas renováveis. O Paraná responde atualmente por 52% das matérias-primas usadas na confecção de painéis no Brasil. Mas a reposição das florestas é insuficiente em todo o País, disse José Roberto Pontalti, diretor executivo do Sima.
O Sima tenta evitar o racionamento de madeira, que pode acontecer em 2005 caso não haja um incremento no reflorestamento de 300 mil hectares/ano no País. No ano passado, o sindicato lançou o Programa de Auto-Sustentabilidade de Matéria-Prima do Setor Moveleiro a fim de incentivar a plantação de madeira num raio de 150 quilômetros de Arapongas.
Em 2000, conseguimos promover a plantação de 1,6 milhão de mudas de eucalipto, araucária e pinos. Em 2003, queremos atingir o plantio de quatro milhões de mudas, que vai permitir que o pólo cresça 50%, com sobra de madeira daqui a 15 anos, afirmou Pontalti.
Segundo ele, a madeira é 4,5 vezes mais rentável que a soja. O maior problema é que o prazo de retorno do investimento é de 15 anos, quando acontece a poda, disse Pontalti. Mas o agricultor pode encarar o investimento na plantação de um hectare de madeira como uma poupança. Com um investimento de R$ 180, ele pode lucrar R$ 75 mil em 15 anos.
No ano passado o Sima criou o Centro de Tecnologia em Ação e Desenvolvimento Sustentado (Cetec), que tem como um dos objetivos implementar a certificação das florestas na região. Outra ação do Cetec é criar uma usina de reciclagem de lixo industrial do setor em junho deste ano. Atualmente 90% do lixo do setor é depositado irregularmente, afirmou Pontalti. A usina vai gerar 210 toneladas de madeira, que podem ser reaproveitadas em caldeiras. A Corol e a Nutriara Produtos Agrícolas vão usar o material reciclado.(C.L.)





