Os produtores de soja da região de Maringá estão cautelosos na comercialização da safra e principalmente com a aplicação dos recursos gerados pela lavoura este ano. Segundo técnicos da região, até agora menos de 40% da safra, estimada em 7,2 milhões de sacas, foi vendida. O normal para esta época seria uma comercialização acima de 50% da safra.
Um dos fatores que tem levado o produtor a investir menos, principalmente fora da propriedade, são as dívidas acumuladas nos últimos anos. Mas o principal motivo para a baixa comercialização da safra até agora é a expectativa de melhora no preço. Na semana passada a saca de soja chegou a ser cotada em R$ 17, um avanço considerado razoável em relação ao preço no início da colheita, em torno de R$ 14. ‘‘Mas o produtor espera um valor ainda maior’’, diz o gerente de comercialização da Cocamar, Celso Carlos dos Santos Júnior.
Ele explica que hoje o produtor está esperando o máximo possível para vender. ‘‘Quem pode vender menos está segurando parte da safra na expectativa de ganhar mais’’, afirma. Outro fato, segundo Santos Júnior, é que boa parte dos produtores venderam a soja no mercado futuro, com entrega programada para o final de abril e início de maio.
O setor que mais sente a falta de investimentos por parte dos produtores é o de máquinas e equipamentos agrícolas. O gerente de vendas da Taico Agrícola, Jucinei da Silva, afirma que a venda está pior a partir da colheita de soja. ‘‘Chegamos a vender em média quatro a cinco implementos por dia no ano passado, e agora não achamos compradores’’, afirma.

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