Os produtores da região de Londrina que são cooperados da Integrada tiveram quebra de até 40% no trigo neste ano, devido à seca e a geadas pontuais. A baixa umidade, por outro lado, favoreceu a qualidade dos grãos que ficaram e os preços da saca, que giraram em torno de R$ 50, garantindo uma boa lucratividade, conta o gerente regional de Londrina da cooperativa, César Fávaro. "Teve agricultor que usou seguro por geada e seca, e foi até um volume considerável. A vantagem é que o preço ficou em um ponto fora da curva."

Quem plantou mais cedo e em região de baixada, como próximo a Mauá da Serra, perdeu mais em qualidade. Fávaro afirma que o potencial de colheita era de 130 a 140 sacas por alqueire, mas os que colheram primeiro já atingiam somente 110. "Quem colhe agora está conseguindo 60 ou 70 sacas", completa. "É preciso entender que foi um ano para pagar os custos."

No milho, a taxa de perda máxima também foi de 40%, em propriedades entre Londrina e Tamarana. "Quem plantou mais cedo, em outras regiões, teve produtividade boa, de até 250 sacas por alqueire. Quem plantou lá, entre fim de março e abril, pegou um pouco de geadas.", diz o gerente regional da Integrada.

O problema no milho é que o preço não foi tão bom. "A previsão era de valor baixo, uns R$ 25, mas chegou a R$ 32 com alguns problemas nos Estados Unidos. Quem soube ler o mercado e vendeu naquele momento teve lucro", finaliza Fávaro.

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