Região de Curitiba gera dois de cada três novos empregos
Ao contrário do primeiro semestre do ano passado, a Região metropolitana de Curitiba (RMC) foi a grande responsável pelo aumento no número de postos de trabalho formais no Estado no primeiro trimestre de 2000. Dos 8.381 postos de trabalho formais gerados no período, 6.335 ficaram na Região metropolitana de Curitiba e apenas 2.046 no interior do Estado.
A pesquisa do Dieese é baseada em dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Portanto, só considera o volume de empregos formalizados no período. Já o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), faz constulas às empresas, incluindo em sua amostragem setores da informalidade. Por isso há diferenças nos resultados dos dois trabalhos.
Esse crescimento dos empregos na região metropolitana em comparação ao interior é, por um lado, reflexo da diversificação da economia com ganhos no comércio e prestação de serviços; por outro, a retração da agricultura no interior, afirmou o economista do Dieese, Nelson Karan. O setor de prestação de serviços urbanos foi o que alavancou esses números.
Os setores que mais geraram emprego no período na Região Metropolitana foram a administração de condomínios, construção civil, hotéis e restaurantes, transporte e comunicação. Os que mais fecharam postos de trabalho foram a indústria mecânica, indústria de produção de alimentos e bebidas, indústria de materiais elétricos e instituições financeiras.
O melhor mês no período para a região metropolitana de Curitiba foi março. Com isso, a capital paranaense ficou na primeira colocação entre as nove regiões metropolitanas pesquisadas pelo Dieese. No trimeste o desempenho da RMC ficou atrás apenas de Porto Alegre. Porém, no desempenho dos últimos doze meses, a capital paranaense continua em sétimo lugar. (E.C.)





