Refrigerantes representam 75% do mercado da Spaipa
A linha de refrigerantes continua sendo o carro-chefe da Spaipa. Do total do faturamento, cerca de 75% se refere à venda de refrigerantes. Em seguida estão as cervejas, água mineral e sucos. A Coca-Cola detém 65% do mercado de refrigerantes. O grupo Spaipa, que teve um faturamento bruto de R$ 1,7 bilhão no ano passado, projeta um crescimento de 6% em 2009 em volume de bebidas comercializadas e um faturamento semelhante ou pouco maior do que o de 2008. O lucro líquido foi de cerca de R$ 160 milhões em 2008.
A crise não chegou ao mercado de refrigerantes. De outubro a dezembro tivemos um crescimento razoável, em 2009 (o crescimento) foi menos robusto, mas já estamos retomando depois do primeiro trimestre, disse Mario Veronezi, superintendente de Indústria e Logística do Grupo Spaipa. Ele ressalvou ainda que não houve demissões. Entre os produtos atingidos pela valorização do dólar frente ao real contribuindo para um aumento do custo de produção estão o açúcar, as embalagens pet e as latas.
Sustentabilidade
A expansão da unidade do Grupo Spaipa, de Marília (interior de São Paulo) foi construída com conceito de sustentabilidade ambiental e é a terceira maior indústria com capacidade instalada no Brasil. As maiores estão em Jundiaí (SP) e na cidade do Rio de Janeiro. A indústria é toda automatizada e trabalha com equipamentos europeus e americanos. Entre as vantagens está a redução do consumo de energia.
Enquanto as indústrias trabalham com gás (injetado nos refrigerantes) com temperatura média de 2ºC, na unidade de Marília a temperatura varia de 12 a 14ºC. Este sistema permite uma economia de 150 mil quilowatts de energia por mês, o equivalente ao consumo mensal de 150 casas, disse Veronezi. A indústria também está preparada para geração própria de energia a partir de combustíveis como diesel e álcool, enquanto a indústria também utiliza gás natural.
O sistema está programado para operar com baixo índice de utilização da água. Em média, as demais fábricas chegam a utilizar até 2 litros de água para fabricar 1 litro de refrigerante. Por enquanto, na nova unidade a média de 1,5 litro de água por 1 de refrigerante, mas a meta é atingir 1 litro de água para 1 de refrigerante. Outra inovação são tampas (para embalagens de 2 litros, 1 litro e 600 ml) e vasilhames pet mais leves do que os tradicionais. A indústria conseguiu retirar 0,8 grama das tampas (cerca de 25% do peso total do produto) e 1,4 grama de garrafas de 46 gramas (2 litros).
Este processo vai gerar uma economia de resina plástica de 168 toneladas por ano e a redução da emissão de 1.170 toneladas de gás carbônico na atmosfera, comentou Veronezi. Até o final do ano estas tampas já estarão em todos os produtos Spaipa e a previsão é que todos os produtos Coca-Cola no Brasil estejam com as novas tampas até o final do próximo ano. (F.M.)





