Brasília O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, deixou claro ontem que quer evitar a antecipação agora do debate sobre a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Palocci disse que uma definição sobre esses dois assuntos só acontecerá durante as negociações da reforma tributária. O ministro reiterou a disposição do governo de enviar a proposta ao Congresso Nacional ainda em 2003. ''À medida que a reforma tributária será debatida e enviada esse ano, o conjunto de questões tributárias, como a correção da tabela e a CPMF, estarão no âmbito da reforma'', disse o ministro.
Partiu de Palocci a iniciativa de falar sobre o tema. No início de uma entrevista coletiva, sobre metas de inflação, Palocci disse que precisava confirmar a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em fazer a reforma tributária já. Na segunda-feira, Palocci já havia dado declarações nesse sentido para afastar a necessidade de discussão da correção da tabela do IRPF e da prorrogação da CPMF. Pela legislação em vigor, a cobrança da alíquota de 0,38% da CPMF vigorará até o final desse ano, caindo para 0,08% em 2004, quando termina a vigência da contribuição. ''O presidente me reafirmou o que eu já tinha dito. Não há nenhuma mudança de opinião do governo em relação à determinação em encaminhar a reforma tributária esse ano'', ressaltou o ministro.
O ministro informou que conversou ontem com Lula para se assegurar dessa disposição do governo. Segundo Palocci, o governo quer e ''desenvolverá todos os esforços'' para construir uma proposta de reforma tributária a partir das discussões no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, com a participação dos prefeitos e governadores. ''Todo o debate particular de impostos e de modificações de tributos estará nesse âmbito (da reforma)'', disse.

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