REFORMA TRIBUTÁRIA - Emenda pior que o soneto
Uma Reforma Tributária que não leve em conta a participação da sociedade gera distorções como a informalidade, sonegação fiscal e concorrência desleal, declara Marcelo Lima Castro Diniz, advogado e doutorando em Direito Tributário, além de professor licenciado do curso de Direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Londrina. O envio da nova versão da reforma para a Câmara dos Deputados este mês mexeu com os brios de entendidos sobre o assunto. A proposta do governo, por exemplo, abre uma brecha para que governadores não destinem para educação e saúde o que determina a Constituição, respectivamente, 12% e 25%.
Segundo o estudioso, a reforma continua a centralizar tributos nas mãos da União, fazendo com que estados e municípios percam sua autonomia na destinação destes recursos. Este papel centralizador estaria gerando as desigualdades sociais. Para ele, a reforma deve priorizar a justiça fiscal, com ricos e pobres pagando tributos de acordo com sua posição econômica.
Ele também criticou os 61 tributos existentes no país, assinalando que não há situação similar em nenhum país do mundo. A simplificação no número de tributos é a saída, pondera.
Diniz comenta que é necessário o governo buscar uma política de tributação que facilite a importação e exportação. Ao invés disto, o governo tributa o equivalente a 36,08% do PIB brasileiro, o que o pesquisador considera muito alto em relação ao resto do mundo.
O erro, segundo ele, estaria em o governo tributar o consumo e não a renda dos assalariados e dos empresários.
Conjunto de normas que determina a cobrança de cada imposto. A brasileira possui mais de 55 mil artigos e 33 mil parágrafos
Para estar em dia com o fisco uma empresa deve cumprir 97 obrigações acessórias
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





