Reforma na Sergipe entra em nova etapa
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
Mariana Fabre <br> Reportagem Local 
Comerciantes e consumidores em Londrina que passarem pela rua Sergipe a partir de amanhã irão se deparar com as obras da segunda etapa de revitalização da via. Por cerca de um mês, o trecho localizado entre as avenidas São Paulo e Rio de Janeiro receberá recapeamento e alargamento da pista de rolagem - que passará de seis para sete metros. A reforma ainda inclui a remoção do atual piso das calçadas, a instalação do meio-fio no quarteirão, a redução das calçadas, o plantio de árvores e a retirada de floreiras.
A obra seguirá o padrão da primeira quadra já revitalizada da Sergipe, entre a rua Pernambuco e a avenida São Paulo, de acordo com o planejamento traçado pelo Comitê Gestor do Projeto Nova Sergipe. Na quadra já reformada ainda resta ser implantado o mobiliário urbano, que inclui estruturas como as lixeiras, floreiras e protetores de árvores.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, informa que a previsão é de que até outubro toda a obra esteja concluída, envolvendo as quatro quadras localizadas entre as ruas Minas Gerais e Pernambuco. O poder público está investindo R$ 1 milhão na obra. ''O objetivo é tornar a Sergipe um modelo de rua de comércio para servir de modelo para a cidade, como no caso da avenida Maringá, que também poderia receber padronização das calçadas e do mobiliário urbano'', justifica.
A gerente da Aracalce Calçados, Maria Aparecida Negri Sella, já vivenciou a primeira etapa da reforma, realizada em novembro do ano passado. Segundo ela, a situação melhorou muito após a revitalização. ''Toda reforma tem seu transtorno, mas a rua ficou ótima em relação ao que estava antes'', avalia. A gerente lembra que a própria loja já havia feito reformas para evitar acidentes em frente ao estabelecimento.
Os lojistas estabelecidos na quadra que vai receber a segunda etapa estão otimistas diante da reforma. ''Espero que melhore, principalmente o estado das calçadas. Recebemos muita reclamação dos clientes que caem por causa dos buracos'', afirma Nelsi Machado, gerente da loja Sul Center. Para Rodrigo Andrade, gerente da relojoaria Matsumoto, a expectativa é de que o resultado da reforma compense os transtornos. ''As obras vão atrapalhar o movimento da loja, mas o estado da calçada vai ficar melhor'', argumenta.
A estudante Silvia Zanela avalia que a reforma já deveria ter sido feita, devido à má conservação das calçadas. Em relação à substituição do petit pavê pelo novo piso, Silvia afirma que apesar de bonito, o antigo pavimento dificultava a passagem de idosos e crianças. ''A questão a ser discutida hoje é mobilidade e o novo piso melhorou a acessibilidade'', aponta. A secretária Rose Grade comenta que as obras trouxeram benefícios para os pedestres, que não enfrentam mais buracos nas calçadas, e também para os motoristas, para os quais o alargamento da pista melhorou o trânsito. ''Toda reforma atrapalha, mas depois o benefício é permanente'', conclui.


