O presidente da Associação Comercial de Londrina, Marcelo Cassa, declara que a mini-reforma proposta pelo governo estadual onera o empresariado quando tributa ainda mais insumos importantes para a produção industrial. Segundo ele, aumentar o imposto da gasolina, da energia elétrica, das telecomunicações pode tornar as empresas menos competitivas interna e externamente. O motivo é que o custo de produção seriam elevados pelo aumento dos respectivos insumos.
O projeto da mini-reforma que tramita na Assembléia Legislativa, prevê a redução de 18% para 12% para 95 mil itens que sofrem tributação do ICMS. A prosposta estadual objetiva aumentar o consumo das classes C,D e E. A idéia de aumentar os impostos de insumos e diminuir o ICMS para a maioria dos produtos, teria por objetivo promover o equilíbrio fiscal entre o que o governo gasta para manter a máquina pública e o dinheiro necessário para movimentar a economia.
Cassa considera que o governo não precisaria onerar os insumos para atingir tal objetivo. Segundo ele, a estratégia do governo em diminuir o ICMS já bastaria, porque haveria mais consumo e o governo arrecadaria mais impostos para equilibrar suas contas. ''A proposta do governo tem um efeito muito duvidoso'', reflete.
Valdinei Antonio da Silva, que preside a Associação Comercial e Industrial de Cascavel, propõem que o governo estadual adote como política a diminuição apenas do ICMS. Antonio acredita que o consumo e o capital de giro das empresas aumentaria naturalmente, arrecadando mais impostos e com isso mantendo o equilíbrio das finanças públicas.
Em Ponta Grossa, o presidente da Associação Comercial e Industrial, Hilário Devicchi, assevera que o governo não pode reduzir impostos sem que compense de alguma forma, já que a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe que governantes diminuam impostos sem que reponha esta redução na cobrança de algum outro tributo. ''A proposta de redução do governo Requião é positiva, porém os custos de produção de energia elétrica e gasolina serão repassados ao consumidor'', pondera ao explicar que a possível medida estadual acabará inibindo o consumo. (E.P.F.)

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