REFORMA - Para comerciantes, obras da Sergipe não vieram em boa hora
Ainda neste mês deverão ser concluídas as obras de revitalização da Rua Sergipe, tradicional via comercial do centro da cidade, no trecho entre a Avenida São Paulo e a Rua Professor João Cândido. Os trabalhos, que começaram na última terça-feira, rendem elogios e também reclamações, principalmente por atrapalhar o movimento do comércio, que começa a aquecer neste período do ano.
De acordo com a empresária Neucimara de Oliveira, da Encantare Acessórios e Alianças, já no primeiro dia da reforma o fluxo de clientes experimentou queda, chegando a reduzir em aproximadamente 50%.
A gerente da Billie, Aline Rosane Rosa, conta que as obras a pegaram de surpresa. Reinauguramos a loja no mesmo dia que começou a reforma, depois de ficarmos fechados por 15 dias, e isso foi um transtorno, desabafa. Desde terça-feira, o estabelecimento percebeu redução no número de clientes. Por outro lado, ela considera que a mudança de layout da rua será benéfica para o comércio daquela região.
O comerciante Fábio Ajita, da Jóia Calçados, também teme que a reforma influencie negativamente, no momento, mas considera que é um transtorno necessário e pequeno, em vista da grande melhoria que está por vir.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, explica que a demora de alguns comerciantes para aderir ao projeto foi o motivo que postergou o início das obras.
O secretário municipal de Obras de Londrina, Bruno Morikawa, complementa que a reforma deve ser finalizada em menos de duas semanas para não atrapalhar os comerciantes. Estamos fazendo isso de maneira simples e rápida, sem exigir contratação de terceiros, esclarece. A Acil complementa que a reforma de todos os quarteirões deve ser concluída no primeiro semestre de 2012.
● Estão previstas a remoção do atual piso, reinstalação de meio-fio, redução das calçadas (um metro de cada lado), além de retirada e plantio de árvores e flores
● O custo total da obra, por parte do poder público, nas quatro quadras do projeto (desde a Minas Gerais até a Pernambuco), está estimado em R$ 1 milhão





