Curitiba Além de projetos para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa (GHG), outra proposta dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) é sequestrar o dióxido de carbono existente na atmosfera e armazená-lo na natureza. Isso pode ser feito através do processo de fotossíntese, no reflorestamento de áreas com grupo de árvores que variam de um a dez anos. O projeto-piloto dessa alternativa de limpar a atmofesra existe no município de Bocaiúvas do Sul, Região Metropolitana de Curitiba.
O professor Roberto Hosokawa chama esse processo de emissão negativa de poluentes, ou seja, a retirada definitiva de CO2 do ar que é estocado nas árvores. Ainda existe a emissão zero que é o MDL em si. ''A proposta era provar o modelo como recurso sustentável e saudável no sequestro do carbono'', disse ele, que recebeu, durante dez anos, financiamento para pesquisa bolsa de mil reais por mês do Ministério de Ciências e Tecnologia para dar fundamento científico ao MDL e ao crédito de carbono.
De acordo com Hosokawa, a emissão de gases poluentes é inerente a produtividade econômica e que por isso o desafio de reduzir esses poluentes é enorme. ''O efeito estufa é causado pelo crescimento demográfico, porque a sociedade é movida a combustíveis fósseis. E o efeito escala disso são os problemas macro-ambientais'', explica. ''Ainda se vislumbram formas de consertar o estrago, mas dentro de 50 anos, nem todo o dinheiro do mundo vai dar jeito. Por isso, os países desenvolvidos estão desesperados'', contextualiza. O estudioso lembra que em meio século, os gastos globais para corrigir os danos causados pelas mudanças climáticas no planeta - como furacões, enchentes e secas - aumentaram de US$ 40 bilhões para US$ 600 bilhões. (F.G.)

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