Debater o reflorestamento como alternativa de renda econômica no Norte do Paraná. Este é o objetivo do Fórum Regional sobre Reflorestamento Econômico que a Cofercatu e a Prefeitura Municipal de Porecatu promovem nesta segunda-feira, em Porecatu. Segundo o diretor-presidente da Cofercatu, José Otaviano Ribeiro, o evento vai mostrar para os produtores que, independente do tamanho da propriedade rural, plantio de árvores pode ser um nova fonte de renda. ‘‘O produtor não precisa ter grandes áreas, ele pode destinar para reflorestamento parte da propriedade que não tem relevo agricultável ou de difícil acesso’’, comenta.
Ribeiro observa ainda que o mercado de madeiras no Paraná é garantido. ‘‘Temos grandes indústrias de movéis na região que são consumidoras de madeiras, além das fábricas que utilizam o madeira com fonte de energia’’, diz.
Segundo dados do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o Paraná tem hoje um déficit florestal de 46,7 mil hectares por ano, ou seja, o Estado corta mais árvores do que planta. O instituto estima que no ano 2.000 o Paraná poderá enfretar problemas com o desabastecimento de madeira. O Paraná consome 19,2 milhões de metros cúbicos de madeira por ano.
O diretor-presidente da Cofercatu, observa no entanto que o produtor só vai fazer reflorestamento se houver alguma espécie de incentivo por parte do Governo.
O fórum sobre reflorestamento vai abordar os seguintes temas: ‘‘Aspectos da Cadeia Produtiva’’; ‘‘O Reflorestamento Econômico e o Meio-ambiente’’; ‘‘Sistema Estadual de Reposição Florestal Obrigatória’’, ‘‘Aspectos da Legislação Federal’’, ‘‘Aspectos Econômicos do Sistema Produtivo’’ e um painel com três palestras sobre ‘‘Mercado e Comercialização’’. Os participantes também vão conhecer experiências de agricultores de São Paulo que já fazem reflorestamento. O fórum é uma realização da Emater-PR, IAP, Seab-PR e Associação Ambientalista Banderia Verde, com apoio do Ministério da Agricultura.

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