Apesar dos reflexos da crise dos mercados asiáticos no mundo ainda não estarem totalmente superados, dificilmente o Brasil enfrentará este ano os problemas que enfrentou no último trimestre do ano passado. A avaliação é do diretor técnico da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Golbalização Econômica (Sobeet), Octávio de Barros. Ele observou, durante debate no Conselho Regional de Economia, em São Paulo, que existe um consenso no mercado de que a economia brasileira tem um agenda um pouco mais definida em relação a desafios a serem enfrentados no plano fiscal e das contas externas, diferentemente do quadro asiático.
‘‘Há no mercado externo também consenso de que no Brasil ainda existem caixas pretas a serem abertas, mas uma vontade dos agentes econômicos de enfrentar estes desafios’’, disse. Já nos países emergentes da Ásia, comparou, as caixas pretas recentemente abertas não representam nem 10% ainda das que existem. Para Barros, ainda que os problemas se agravem na Ásia, não há razão para grandes preocupações dos países em desenvolvimento. ‘‘Não há crise global de liquidez internacional, e sim um redirecionamento desta liquidez para ativos de menor risco’’, disse.

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