REFLEXOS ECONÔMICOS
•Governo precisa divulgar rapidamente que medidas vai adotar para compensar a perda de arrecadação com servidores do setor público
•A falta de percepção de que existem outras fontes de receita poderá provocar novas ondas de instabilidade no mercado
•Derrota do governo no STF reforça a expectativa de que juros básicos da economia podem parar de cair
•Aposta é que na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na quarta-feira, a taxa seja mantida em 19% ao ano
•Uma dia antes, amanhã, o Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) decide o rumo dos juros de curto prazo norte-americanos
• Possibilidade de reversão de tendência dos juros torna os fundos DI os mais recomendáveis entre as aplicações de renda fixa
•Uma perspectiva dessas, por sua vez, torna desinteressante aplicação em CDBs prefixados por prazos mais longos com a idéia de que os juros estarão mais baixos lá na frente. Risco é que no vencimento os juros correntes estejam acima do anteriormente prefixado no papel
•Em contrapartida, mercado continua esperando medidas que reduzam os juros cobrados no crédito
•Bolsa de Valores tende a atravessar períodos de turbulências se autoridades econômicas protelarem na divulgação das medidas
•Ausência de fatos positivos internamente pode levar a Bolsa doméstica a seguir mais de perto o sobe-e-desce do mercado de ações nova-iorquino
•Valorização das ações em setembro também pode estimular movimentos de realização de lucros, se incertezas persistirem
•Para o dólar, as pressões podem vir de dois lados: do alto volume de vencimentos de compromissos no exterior e da insegurança com o risco de o governo não cumprir as suas metas fiscais com o FMI
•Posicionar-se em dólar (própria moeda ou fundos cambiais) é indicado apenas como proteção para quem tem dívidas amarradas à variação cambial

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