São Paulo - A Petrobras está provando o ditado popular ''casa de ferreiro, espeto de pau''. A Refinaria de Capuava (Recap), em Mauá (Grande SP), começou a utilizar um sistema termossolar de aquecimento de água que substituiu um antigo sistema movido a gás liquefeito (GLP), derivado fabricado pela refinaria. O sistema, dotado de 182 metros quadrados de coletores solares, aquecerá 10 mil litros de água por dia para o uso na cozinha da refinaria. A substituição processada na refinaria, além de adequar-se à preocupação da atual diretoria da estatal com o fomento a fontes renováveis de energia, produzirá uma economia de R$ 1 mil por mês, segundo a empresa.
A energia solar fará com que a empresa deixe de consumir, em GLP, o equivalente a 94,7 megawatts-hora (MWh) em energia elétrica, o suficiente para atender 52 residências. A empresa investiu R$ 100 mil no sistema termossolar.
A iniciativa é o primeiro passo do Projeto Petrobras de Energia Solar, que prevê a instalação de novos sistemas em várias unidades da empresa, segundo o diretor de Gás e Energia da estatal, Ildo Sauer. O programa, por sua vez, está inserido na política da nova diretoria de diversificar a atuação da empresa levando em consideração as fontes renováveis de energia.
De acordo com o plano estratégico da Petrobras, a companhia planeja ter, até 2010, 4,6 megawatts (MW) de potência instalada em equipamentos de geração fotovoltáica. ''A idéia é utilizar a energia solar para a geração própria de energia elétrica'', disse Sauer. Segundo ele, a iniciativa ''é significativa em termos de atitude''.

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