Refinaria prepara megaparalisação de 70 dias
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sexta-feira, 05 de setembro de 2003
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, fará uma megaparalisação de 70 dias para manutenção técnica, prevista para março de 2004. Nesse período o fornecimento de combustíveis para o Paraná será coberto por refinarias de São Paulo e do Rio Grande do Sul. A Petrobras garante que não haverá falta de combustíveis no Estado, enquanto persistir a parada técnica.
O gerente geral da Repar, Francisco Raymundo de Cerqueira Neto explica que uma paralisação desse porte é feita de seis em seis anos e tem como objetivo recuperar as condições originais dos equipamentos. Desta vez, porém, junto com a manutenção a Refinaria de Araucária fará investimentos de R$ 70 milhões para elevar em 5% a produção de gasolina que é de aproximadamente 6 mil metros cúbicos por dia. O investimento será feito na unidade de craqueamento, que gera a gasolina.
Outro investimento será na área ambiental. A Refinaria quer aumentar as condições de segurança ambiental ao redor de suas instalações em Araucária.
Durante o período de paralisação, a produção da Repar que gira em torno de 31 mil de metros cúbicos por dia entre óleo diesel, gasolina e outros derivados, cairá a zero. Com isso, a refinaria vai deixar de faturar cerca de US$ 1 milhão por dia, calculou Cerqueira Neto.
Cerqueira Neto estava ontem, em Curitiba, para o lançamento do programa de qualificação dos trabalhadores que vão operar na refinaria durante o perído de paralisação. A Repar vai precisar de quatro vezes mais o volume de trabalhadores empregados. Atualmente 1 mil pessoas trabalham em Araucária e no período da paralisação deverão ter pelo menos 4 mil trabalhadores. A Refinaria fará a qualificação em conjunto com o Serviço Nacional da Indústria (Senai).
Para isso, a Repar firmou convênio com a Agência do Trabalhador de Araucária para contratação de 1 mil trabalhadores que serão ocupados nos setores de calderaria e de soldagem. As contratações serão feitas pelas empresas que ganharem o processo de licitação aberto pela Petrobras, informou o gerente da refinaria.


