Curitiba - A alimentação foi o que mais pesou para que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Curitiba tivesse variação de 0,16%, em fevereiro. A pesquisa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), divulgada ontem, mostra que as refeições fora de casa tiveram aumento de 4,09%, sendo o item de maior contribuição para a alta do grupo ''alimentos e bebidas'', que subiu 1,53%.
Em janeiro, o grupo alimentos e bebidas já havia registrado alta de 0,50%. Caso tivesse se mantido estável no mês passado, a Capital registraria o segundo mês consecutivo de deflação, calculada pelo Ipardes em -0,06%. Em janeiro, houve recuo de 0,45%.
Outros produtos, que também tiveram aumento significativo - na ordem crescente de peso para a composição do índice do grupo -, foram café em pó (11,22%), tomate (26,83%), lanche (5,43%), frango inteiro resfriado (7,11%) e ovo de galinha (16,19%).
Na outra ponta, segurando a inflação, aparecem os medicamentos, com queda de 3,50%, motivada pela ''guerra de preços'' entre as farmácias. Em janeiro, tiveram ligeira alta (0,31%). Os remédios são o segundo item de maior peso no cálculo do IPC. O preço dos analgésicos e antitérmicos, de acordo com o Ipardes, caiu 8,71%; dos antiinfecciosos e antibióticos (-4,02%) e antiinflamatórios (-3,52%).
As queimas de estoque das lojas de shopping -tradicionais nos primeiros meses do ano - fizeram o grupo ''vestuário'' recuar em 2,22%, também, contribuindo para segurar a inflação em Curitiba.
Segundo dados do Ipardes, o IPC acumulado no ano está em 0,40%. Já nos últimos 12 meses, acumula variação de 3,82%. O IPC mede o custo de vida para as famílias com renda de um a 40 salários mínimos.

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