Refeições coletivas crescem 7% em 2001
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sexta-feira, 08 de fevereiro de 2002
Carla Jimenez Agência Estado 
São Paulo - As empresas de refeições coletivas passaram praticamente incólumes pela crise em 2001. A receita das 112 companhias filiadas à Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas (Aberc) chegou a R$ 3,9 bilhões no período, crescimento real de 7% sobre o faturamento de 2000.
O resultado ficou um pouco abaixo do ritmo de crescimento dos últimos seis anos, mas sem os efeitos que outros segmentos da economia sofreram por causa do racionamento, por exemplo. A média de crescimento da receita tem ficado entre 10% e 12% por ano, explica Rogério da Costa Vieira, presidente da Aberc.
O setor vem trabalhando com uma política de expansão da atividade desde que os seus clientes - empresas comerciais em geral - começaram a reduzir seus quadros de funcionários por conta da terceirização de funções e da entrada de tecnologia nos processos de produção na década de 90.
Uma prova da redução de empregos nas empresas de grande porte é o tamanho dos contratos das companhias. Em média, elas preparam 300 refeições diárias atualmente. Há dez anos, essa média era de 600 refeições/dia.
O setor começou a explorar recentemente mercados virgens, como o de hospitais públicos, distritos policiais e escolas. Vieira acredita que é possível explorar mercados que ainda não são atendidos por empresas de refeições coletivas, como o de universidades, Forças Armadas, e até o mercado residencial. Nós só atingimos 11% de todo o potencial das refeições coletivas no Brasil, calcula Vieira.
São 4,4 milhões de refeições por dia, para um universo de 40 milhões diárias, contando setores que ainda não são cobertos. Nos Estados Unidos, o índice de penetração chega a 46%, e na Europa, 18%.


