Casos de exploração de mão-de-obra são comuns em Londrina. Entre as denúncias registradas no Sindicato dos Empregados no Comércio local estão supermercados que obrigam funcionários a trabalhar até 14 horas por dia sem pagamento de hora-extra, empresas que não garantem ao funcionário o horário de almoço e fábricas que revistam bolsas e sacolas dos operários.
‘‘Algumas lojas de Londrina não respeitam o horário mínimo de almoço de uma hora, fazendo o funcionário voltar a trabalhar em 40 minutos. Isso é ilegal’’, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio, José Lima do Nascimento. ‘‘Tem loja que não dá vale-refeição e não tem em suas instalações ao menos um fogão para esquentar a marmita’’.
O delegado do Trabalho em Londrina, Dorival Silvestre Arantes, explica que as lojas não são obrigadas a ter um local reservado para refeitório. ‘‘Mas deixar o funcionário comer marmita fria é um tratamento desumano’’, disse. O controle de água para os empregados, no entanto, é crime. ‘‘Não temos registro de denúncias deste tipo, mas se recebermos alguma reclamação vamos enviá-la ao Ministério do Trabalho em Curitiba.’’
Segundo Arantes, diariamente várias lojas são multadas porque não pagam horas-extras em Londrina. O valor da multa, neste caso, é de 160 Ufirs (R$ 170,25) por funcionário.
Outras queixas frequentes no Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares e no Sindicato dos Trabalhadores em Condomínios, de Londrina, são sobre o não pagamento do adicional noturno, do trabalho aos domingos sem remuneração e da limitação de horário para ida ao banheiro.(C.L.)

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