A reestruturação do Proálcool não deve provocar um grande aumento do plantio de cana-de-açúcar, mas sim manter o ritmo que a cultura vem registrando nos últimos anos. ‘‘O único benefício do novo Proálcool é evitar a diminuição da área da cana’’, afirma o presidente da Associação dos Produtores de Açúcar e Álcool do Paraná (Alcopar), Ermeto Barea.
Segundo ele, o novo programa que deve ser anunciado esta semana, não traz nenhuma proposta para o setor sucroalcooleiro, contemplando com incentivos apenas os consumidores de álcool hidratado. ‘‘Mas com o estímulo ao consumidor vai garantir uma manutenção do consumo de álcool hidratado’’, observou.
Barea disse que nos últimos anos, a produção de cana-de-açúcar vem apresentando crescimento anual que varia entre 6% e 12%. Segundo dados da Alcopar, a produção de cana na safra atual, que se iniciou em maio, deve ficar em 25,6 milhões de toneladas de cana, o que significa um crescimento de 14,9% em relação à safra 96/97, quando foram colhidas 22,3 milhões de toneladas.
A produção de álcool hidratado nesta safra deve ficar em 1,270 milhão, contra os 1,25 milhão de litros, com crescimento de 1,5%. Já a produção de açúcar deve passar de 16 milhões de sacas de 50kg produzidas na safra passada para 23,2 milhões de sacas.
Barea afirmou que os estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná estão reivindicando junto ao governo aumento da cota de exportação de açúcar, hoje limitada a 370 mil toneladas (7,4 milhões de sacas). Ele disse que o setor pede uma ampliação de 300 mil t. ‘‘Pedimos no mínimo a liberação de 220 mil toneladas, que já estão contratadas’’, afirmou.

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