O mercado de telecomunicações respirou aliviado. A indicação de Renato Navarro Guerreiro para mais um mandato à frente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) evitou uma disputa partidária pelo cargo e, ao mesmo tempo, assegurou a continuidade da política do setor.
Embora nenhum dos executivos do setor de telecomunicações assuma o comentário, a reação predominante que se ouvia no coquetel de abertura da Futurecom 2000, logo após o anúncio da recondução de Guerreiro, era de alívio por nenhum político profissional ter sido alçado ao cargo. Um dos nomes cogitados nos últimos meses de debates sobre o futuro da Anatel era o do deputado Paulo Bornhausen (PFL-SC), que foi presidente da comissão parlamentar que aprovou a Lei Geral das Telecomunicações (LGT).
‘‘Com Guerreiro, está garantido que a Anatel não se tornará um balcão de negócios’’, afirmou um executivo. Sobre a sua manutenção no cargo para os próximos cinco anos, Guerreiro comentou apenas que dará sequência ao trabalho que está fazendo. ‘‘Não nos faltavam idéias. Faltava tempo.’’(Com AE)

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