Reduzir ''spread'' é impossível, diz ABBC
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sábado, 07 de junho de 2003
Agência Folha 
São Paulo - Para o presidente da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), André Jafferian Neto, ''não é possível reduzir o spread bancário instantaneamente''. Segundo ele, que os bancos têm interesse em reduzir os ''spreads'' (diferença entre os juros pagos pelo banco ao captar recursos no mercado, e o que ele recebe ao emprestar dinheiro), mas para isso acontecer é preciso diminuir o risco de crédito. Ou seja, os bancos precisam ter garantias de que vão retomar o que emprestaram.
O diretor de Normas do Banco Central, Sérgio Darcy, que participou de evento promovido pela ABBC nessa semana, afirmou que o governo está estudando diversas medidas que possam estimular a redução do spread e o aumento da oferta de crédito no país, além da concorrência. No curto prazo, ele avalia que é preciso aprovar a Lei de Falências.
O presidente em exercício da Acrefi (Associação Nacional das Instituições deCrédito, Financiamento e Investimento), Leonardo Marcos Benvenuto, defende a criação do cadastro positivo, um banco de dados com informações de tomadores de crédito. Para Benvenuto, esse cadastro ajudaria a identificar os bons e os maus pagadores e reduziria a inadimplência e os spreads bancários.


