O Banco Central elevou de 1,63% para 1,79% o redutor aplicado no cálculo da Taxa Referencial (TR). Com isso, as cadernetas de poupança, que têm correção atrelada à TR, poderão ter rendimento mais baixo em dezembro. Mas esta queda, segundo explicaram técnicos do Banco Central, só ocorrerá se forem mantidas, ao longo deste mês, as taxas de juros que vigoraram em outubro.
Em relação às contas com aniversário no dia 1º, no entanto, já houve uma queda. No último dia 1º, as cadernetas foram remuneradas em 1,3936% enquanto no próximo dia 1º de dezembro o rendimentos desta contas será de 1,1167%.
Os técnicos destacam, no entanto, que o cálculo da TR é feito diariamente. Primeiro o BC coleta o rendimento oferecido pelos 30 maiores bancos nas aplicações de Certificado de Depósito Bancário (CDB), tira uma média e encontra a Taxa Básica Financeira (TBF). Sobre esta, aplica o redutor e chega à TR.
A expectativa do mercado, no entanto, é que haja uma retração nas taxas de juros, o que resultará na queda do rendimento. No próximo dia 11, o Comitê de Política Monetária (Copom) fará a penúltima reunião do ano e definirá o patamar das taxas. Qualquer mudança, admitem os técnicos do BC, tem impacto nas taxas oferecidas pelos bancos nos CDBs.
A partir do dia 10 de setembro, quando o BC deu uma forte puxada nas taxas de juros para conter a saída de dólares do País, as cadernetas passaram a ser uma das aplicações mais atrativas. Naquele mês, estas contas tiveram uma captação líquida (depósitos menos retiradas) positiva em R$ 693 milhões. No mês passado, no entanto, quando o aumento dos juros refletiu no rendimento das contas, a captação líquida estava negativa em R$ 325,2 milhões até o dia 28.
A queda da TR, no entanto, tem vantagem para os mutuários da casa própria. Com a taxa mais baixa, a atualização dos saldos devedores dos financiamentos habitacionais varia menos.

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