Redução na telefonia fixa é irrisória
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de julho de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Buenos Aires, Argentina - Limitada a uma cota anual, a venda de sapatos brasileiros à Argentina variou só 0,1% na comparação entre os cinco primeiros meses de 2006 e o mesmo período de 2005: foram só quatro mil pares a mais. Os calçados chineses, porém, entraram com força no mercado vizinho: 1,1 milhão de pares a mais - incremento de 91,4%.
O Brasil perdeu espaço nas compras externas de sapatos pela Argentina. Em 2005, detinha 70% do total. Agora detém 53% dos pares importados. China, Uruguai e outros países respondiam por 30%. Agora, esse bloco responde por 47% das importações. A evolução do mercado de calçados argentino, a que a Folha teve acesso, faz parte de um conjunto de informações que foram analisadas ontem em Buenos Aires pela comissão de monitoramento do comércio bilateral.
A comitiva brasileira, chefiada pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, propôs o fim das restrições a produtos brasileiros - calçados, refrigeradores, fogões e máquinas de lavar.
O pedido brasileiro acontece depois de o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, enviar uma mensagem política ao governo argentino. O que aconteceu no mercado de sapatos também ocorreu, em menor escala, com outros produtos de importação restrita. No caso das geladeiras, entre 2003 e 2005 a fabricação argentina do produto cresceu 124%. As importações brasileiras cresceram 13%, e a importação de refrigeradores de terceiros subiu 272%.


