Redução na taxa básica afeta pouco a produção
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quinta-feira, 05 de março de 1998
Agência Estado 
A queda de juros, anunciada anteontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, terá impacto muito pequeno sobre a atividade industrial. Na avaliação do chefe do Departamento Econômico da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Guilherme Reis, o estancamento da sangria nos postos de trabalho do setor só começará a ser percebido dentro de alguns meses e vai variar muito de um segmento para o outro. Apesar da redução considerável promovida pelo Banco Central, ainda estamos com taxas de juros muito altas, diz Reis, comentando a diminuição da Taxa Básica do Banco Central (TBC) de 34,5% para 28% ao ano.
Para ele, o governo ainda tem muita dificuldade e demonstra hesitação em assumir o apoio a determinados setores da indústria.
O reflexo direto da redução dos juros, segundo avaliação da equipe técnica da CNI, incidirá sobre o comércio, com a diminuição dos índices de inadimplência, e não na indústria que, em janeiro, bateu recorde histórico de desemprego em São Paulo: 10,08%.
Os bancos devem baixar os juros de seus cheques especiais, o que terá efeito direto sobre a inadimplência, que tem também alcançado níveis muito altos, afirma José Guilherme Reis. Para ele, a decisão do Banco Central serve, acima de tudo, para acalmar o mercado.


