BELO HORIZONTE - Dados divulgados ontem em Belo Horizonte mostram que redução de apenas 15% no índice de pirataria de softwares no Brasil, onde 68 em cada 100 cópias em uso ainda são ilegais - mesmo percentual da América Latina -, significaria mais 13 mil empregos diretos no setor, onde trabalham, atualmente, 54 mil pessoas. Haveria ainda um acréscimo de US$ 110 milhões no volume de impostos gerados com a produção e comercialização de softwares (US$ 500 milhões, em 1996), para um faturamento global de US$ 1,7 bilhão, contra apenas US$ 1,3 bilhão em 96. Em toda a AL, a queda de 15% na pirataria representaria 30 mil empregos diretos e indiretos e receitas com impostos da ordem de US$ 300 milhões. Até o ano 2000, a taxação sobre os softwares legalizados no continente poderia gerar, no total, US$ 1 bilhão, sendo que o setor estaria empregando 275 mil e faturando US$ 4,86 bilhões.

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