A redução ínfima de R$ 0,04 no preço do litro da gasolina em Londrina nem foi percebida pela maioria dos consumidores que abasteceram os veículos ontem. Os postos de combustíveis da cidade foram obrigados a baixar o preço em razão do acordo feito entre a Promotoria Especial de Defesa do Consumidor e o Sindicato dos donos dos postos.''Nem estava sabendo e para mim esse valor não refresca nada'', afirma Reginaldo Pereira, que abastecia o carro ontem pela manhã num posto da Rua Maringá.
A diferença de preço para baixo ocorre por causa do aumento de 20% para 23% da mistura de álcool anidro na gasolina. O valor do álcool não entrou no acordo e, portanto, continua com o mesmo preço, em média R$ 1,58.
A reportagem da Folha passou por alguns postos e constatou que a maioria havia cumprido o acordo do Ministério Público. Os preços praticados giravam entre R$ 2,51 e R$ 2,54, com a redução.
Em um estabelecimento foi necessária a presença do Procon para que o preço baixasse. O órgão foi acionado para fiscalizar o posto localizado num shopping, que estava vendendo o produto a R$ 2,54 na quinta-feira, mas na verdade tinha que ser R$ 2,51, segundo informou o diretor do Procon, Gerson da Silva. ''Eles (o posto) elevaram o preço na quinta-feira de R$ 2,55 para R$ 2,58. Na verdade o preço tem que cair para R$ 2,51 porque o preço no dia do acordo era de R$ 2,55'', disse.
A assessoria de comunicação do posto negou, entretanto, que houve aumento nas vésperas. Segundo o assessor, os preços baixaram ontem às 14h15 por causa do sistema de computador. A gasolina comum está R$ 2,51 e a aditivada a R$ 2,53. As duas eram R$ 0,04 mais caras pela manhã.
Caso os postos descumpram o acordo feito com a promotoria o Procon poderá autuá-los por pratica abusiva, cuja multa varia de R$ 212,00 a R$ 3,1 milhões.
Na Zona Norte, entretanto, dois postos não tinham alterado o preço até o início da tarde, por volta das 12h30. Num deles, a gasolina era vendida a R$ 2,57 e a tabela exposta na esquina que deveria marcar o preço do combustível, estava incompleta. ''O dono vai baixar o preço depois do almoço, por isso que a tabela está assim'', justificou uma das funcionárias. Num outro, também na região Norte, o preço estava a R$ 2,55. O funcionário disse que não saberia se haveria redução.

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